Explotação mineral no fundo do mar já é uma realidade!

      A corrida por mineração no fundo do mar já começou, segundo uma reportagem da BBC Brasil_2013, intitulada: “Corrida por mineração no fundo do mar gera polêmica”, a ISA (Autoridade Internacional do leito oceânico), órgão da ONU que controla a mineração nos oceanos, admitiu que as companhias interessadas por minerar no fundo do mar podem pedir licenças a partir do ano de 2016. Tal afirmação foi acompanhada com preocupação por especialistas em proteção ambiental, que vêm admitindo há tempos que a mineração no leito oceânico pode ser altamente destrutiva e poderia ter consequências a longo prazo desastrosas para a vida marinha.
        Segundo essa mesma reportagem, em 2013, o número de licenças emitidas para a busca de minerais já chegava a 17, com outras sete prestes a serem emitidas e muitas em análise. Elas cobrem vastas áreas dos Oceanos Pacífico, Atlântico e índico. Algumas dessas empresas ou órgãos governamentais licenciados à exploração no leito marinho já começam a colher os primeiros resultados, como é o caso da equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, em inglês) do Reino Unido que, segundo reportagem da BBC Brasil_2017, intitulada: “O tesouro em minerais raros encontrado em montanha submarina no Oceano Atlântico”, acaba de encontra uma jazida de telúrio (substância rara) em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar. Além de telúrio, esse depósito contém ainda concentrações anômalas de terras-raras.
        O Brasil não sai muito atrás quando o assunto é a corrida por mineração no fundo do mar. Segundo outra reportagem da BBC Brasil_2014, intitulada: “Brasil obtém permissão da ONU para explorar minério em fundo do oceano”, o país poderá estudar as chamadas crostas ferromanganesíferas ricas em cobalto em projetos de mineração submarina. Segundo a CPRM, esses depósitos foram identificados como os de maior potencial econômico e estratégico em levantamentos realizados em expedições a essa região conhecida como Elevação do Rio Grande, localizada a cerca de 1,5 mil km da costa do Rio de Janeiro.
        Vale ressaltar ainda, que segundo a reportagem do The Guardian, o governo chinês também vem investindo forte nesta nova fronteira mineral e deve iniciar uma nova explotação piloto no mar do sul da China até 2020 para a explotação de nódulos metálicos. 
        A Nautilus Minerals será a pioneira na explotação de recursos minerais do leito marinho e deve explotar cobre, zinco e ouro nas águas de Papua Nova Guiné. 
         Na minha tese de tcc abordo sobre a explotação de evaporitos (mais precisamente, sais de potássio) na plataforma continental brasileira e áreas adjacentes, caso haja interesse ela pode ser lida clicando aqui

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